Completando o quarto dia, tivemos:
Por Thaís Camargo - Terra
A grife Oestúdio baseou-se na incapacidade humana de enxergar as coisas simples do cotidiano. A cegueira serviu de mote para criar roupas em que a parte da frente é igual à de trás.
Tecidos texturizados com bolinhas em alto relevo deu forma à camisas enfeitadas por pequenos nós.
A grife resgatou o aspecto rústicos da lavagem do brim, que varia do quase preto até as tonalidades mais claras de cinza. O corte agrada a todos os gostos, pois há desde a versão skinny (aquela colada nas pernas) até bem larga, semelhante ao estilo baggy.As roupas das mulheres são masculinizadas com a modelagem volumosa em bermudas, macacões e calças. O feminino é lembrado em shortinhos de alfaiataria e nas saias curtas de cintura alta. E os vestidos são afastados da silhueta em tye die.
O estilista Wilson Ranieri pretendia trazer a elegância da mulher dos anos 10 e 20 do século XIX e o reflexo da fonte inspiradora é a modelagem um pouco afastada do corpo com recortes nas costas e no colo.
Comprimento nos joelhos, franzidos e dobraduras no tecido aparecem em todos os vestidos e os tons são de Bege, Lilás e Rosa.
Pequenos florais em lilás e vermelho dão o colorido à coleção e os paetês conferem brilho às peças off-white com flores maiores na estamparia.
Na Animale a coleção do inverno 2009 exalta a feminilidade, a lingerie foi inspiração para as blusas com barbatanas, criando volumes estruturados. Os curtíssimos estão nas saias e shorts, que cedem espaço para as calças de couro, cujas costuras foram trocadas por zíperes. A paleta de cores envolve o rosa, o lilás, o bege, o cinza e o flúor (aquele amarelo fosforecente). Mas os metalizados em azul, verde e furtacor se destacam entre os tons sóbrios. Para completar, a Animale investe nas ankle boots (botas na altura dos tornozelos), com a ponta metálica.
Reprodução Terra









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